Controle do borrachudo: Prefeitura inicia aplicação de larvicida biológico, mas comunidade deve colaborar
Secretarias: Saúde e Assistência Social
Data de Publicação: 29 de setembro de 2025
Com a chegada da primavera e o aumento das temperaturas, cresce também a proliferação do borrachudo (simulídeo), especialmente nas áreas rurais. No entanto, o inseto já vem sendo identificado também em regiões urbanas, o que acende um alerta para o reforço das ações de controle e prevenção.
Para combater a prolifereção, o município se prepara para mais uma etapa da aplicação do larvicida biológico BTI (Bacillus thuringiensis israelensis). O produto é utilizado para o controle do borrachudo ainda na fase de larva e, por isso, sua aplicação deve ocorrer em períodos de estabilidade climática, quando os arroios estão com volume de água mais baixo e sem risco de chuvas fortes.
“O BTI não é um veneno químico, como muitos imaginam. Ele age de forma biológica, atingindo apenas as larvas do simulídeo. Ou seja, não mata o borrachudo adulto nem o ovo, apenas a larva quando ela se alimenta do produto presente na água”, explica Marta Royer, enfermeira da vigilância ambiental.
A aplicação do BTI é feita de forma coletiva e coordenada, abrangendo todos os arroios do município simultaneamente. Este trabalho integrado é fundamental para garantir a eficácia do tratamento, já que a ação isolada em apenas uma localidade não é suficiente para conter a infestação. Sempre que possível, também é realizado um alinhamento com municípios vizinhos para sincronizar a aplicação em nível regional, aumentando o impacto da medida.
No município, a aplicação conta com o apoio das agentes de endemias e voluntários já treinados, que recebem o produto e orientações da equipe de saúde e aplicam o BTI nos cursos d’água localizados em suas propriedades ou comunidades.
População também deve colaborar
A atuação do poder público, no entanto, precisa ser complementada com ações da população, especialmente nas áreas rurais. O borrachudo se reproduz com mais facilidade em locais com água aquecida e rica em matéria orgânica — como cursos d’água onde há desmatamento da mata ciliar ou presença de dejetos de animais (esterco, por exemplo).
Por isso, é fundamental que a comunidade ajude a combater os fatores ambientais que favorecem a proliferação do inseto. A preservação da mata ciliar, o manejo adequado de dejetos e o cuidado com a qualidade da água são ações importantes para reduzir o número de borrachudos.
“Assim como combatemos o mosquito Aedes aegypti com cuidados básicos, também precisamos agir contra o borrachudo. A prevenção é responsabilidade de todos”, reforça Marta.
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