História

Assim foi o começo

Registra-se no livro “História de Palotina” (Padre Pedro Reginato-1979) que em 1950 o grupo Dalcanalle e Alfredo Ruaro formaram a Firma Pinho e Terra Ltda e começaram a colonizar São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Matelândia, Céu Azul e Palotina. A chegada em Palotina dos colonizadores se deu em fins de 1953. Os mesmos fundadores desta companhia já haviam fundado São Miguel do Oeste e Concórdia em Santa Catarina. Entre outros pioneiros, chegaram a Palotina no início da colonização, vindos dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as pessoas de Domingos Francisco Zardo, João Bortolozzo, Luis de Carli, Benardino Barbieri, João Egidio Clivatti, Eugenio Leczinski, Eurico Nenevê, Amado Vilaverde e Francisco Studzinski.
Conta o pioneiro Eugênio Leszcynski, que chegou na região em 1953, a serviço da colonizadora "Pinho e Terras", como agrimensor, que o trabalho de medição das terras começou a partir dos rios Pioneiro e Santa Fé. Eugênio relatou que esse trabalho não era fácil, por causa das picadas que tinham que ser abertas na mata e também pelos animais e insetos a serem enfrentados, como onças, catetos, mosquitos e mutucas.
A alimentação era restrita a feijão cozido com banha e farinha de mandioca, ou com uma massa de farinha de trigo cozida com banha, e às vezes complementada com carne de anta e queixada.
Muitas vezes esse trabalho de medição exigia a permanência no interior da mata por uma semana inteira, levando a montagem de acampamentos provisórios com taquaras e folhas de coqueiro.
Os equipamentos obrigatórios para esse serviço eram o machado, a foice, o facão, a trena, a baliza, o teodolito, marcos feitos de madeira de lei, como angico, cabriúva, canjerana, ipê, guajuvira, e armas de fogo, como revólveres e espingardas, que tanto serviam para a defesa quanto para a obtenção de comida.
O pioneiro conta que a derrubada da mata começou em 1954 depois de definidos os lotes e a localização da cidade. A primeira casa foi construída em maio de 1954 e pertencia a Arno Schuck.
Eugênio gostou tanto do lugar, que findo seu trabalho de agrimensor, arrumou emprego numa casa comercial e permaneceu na cidade, onde se casou e criou os filhos.

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